segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A MOÇA MAIS VAGAL QUE HÁ


Eu lembro nitidamente da primeira vez que ouvi a voz de Simona Talma. Lembro da canção, do lugar, da hora, e principalmente da sensação indescritível diante de sua voz única; que mudou o espaço, mudou a paisagem, e mudou a mim mesmo naquele momento. Já faz uns anos... Era uma gravação caseira (ela ainda estava gravando o maravilhoso A Moça Mais Vagal que Há), de Confio a Um Blues que me foi enviada via internet por Luiz Gadelha.

Corta. Volta ao presente.

Anos depois, durante as gravações de Sem Parar, quando a base de Para Onde os Sonhos Vão? ficou pronta, me veio à mente a impressão de que havia um vazio ali, pedindo para ser preenchido exatamente por aquela voz que me surpreendera anos antes. Convite feito, convite aceito, o resultado ficou ainda melhor do que as minhas já muito altas expectativas. É mesmo um caso raro a voz inesperada dessa garota vagal, que corta as noites da cidade com sua facas cegas e suas mãos de tesoura. Eu, que também adoro caras mal comportados, só lamento que no dia em que ela veio ao estúdio a bateria da câmera acabou e nós quase ficamos sem uma foto sequer. Fizemos apenas essas duas, no celular.

Entretanto, meu caros amigos, há muitas outras imagens no meio disso tudo. Daquelas que só ouvindo... pra crer.

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